Carrapatos

Doença do Carrapato – A Epidemia [previna-se e saiba tudo sobre]

Doença do carrapato pode matar seu animal! Conheça a fundo, previna-se, conheça os sintomas e salve seu companheiro...

Doença do carrapato pode matar seu animal, você sabia?

Certamente já ouviu falar de “doença do carrapato”, que é bastante comum em cães. Embora este seja o nome que se  popularizou, o nome real é erliquiose canina ou erliquia.

E está sendo cada vez mais fácil e frequente um cão sem antiparasitário de proteção sofrer os estragos desta doença.

Você tem que se preocupar tanto? Sim, pois a picada de um carrapato pode ter consequências terríveis, e dependendo do caso levar a morte de seu cãozinho de estimação ou outros animais, como veremos a seguir.

Carrapato picando cachorro

 

Então, qualquer um que tenha um cão deve estar ciente do perigo que ele corre se exposto à picada de um carrapato. Esses insetos estão cada vez expandindo sua área de habitat, daí está sendo comum encontrar um deles. Além disto, estão se tornando resistentes aos pesticidas,  e cabe se dizer, segundo especialistas,  em epidemia, não raro localizadas em determinadas regiões e/ou cidades.

Desta forma é aconselhável que tenha cuidado com as áreas em que anda. Os jardins se apresentam como lugares propícios para ser infectado, seja aqueles existentes em nossa em casa quanto os que ficam do lado externo, como em parques, matas, etc. Você precisa de atenção especial no decorrer dos meses de verão, porque não só os cães são infectados através desta doença, os carrapatos também podem contaminar os seres humanos.

Existem várias doenças que são transmitidas por meio dessa praga, algumas mais perigosas, outras menos. Mas o seu pet está exposto a todas elas.

Assim, quem possui um pet e gosta dele é bem relevante que leia este artigo para detectar os primeiros sintomas para iniciar o tratamento da doença pelo carrapato, agindo o mais rápido para ser capaz de salvar seu amigo fiel.

O que é doença do carrapato em cães ou erliquiose canina

O Erliquia ou Erliquiose (erlichiose) canina popularmente conhecida como  doença do carrapato é uma infecção severa causada via hemoparasitas, ou melhor,  bactérias do gênero Ehrlichia que mediante da picada do carrapato acomete o sangue do cão e é capaz de levá-lo a óbito. Especificamente, os parasitas que infectam esta bactéria para os cães são os carrapatos do gênero Rhipicephalus sanguineus. Dentre as curiosidades, o gato e o ser humano a contaminação é  difícil, entretanto pode acontecer.

Mas como o cachorro pode pegar esta doença?

O modo de transmissão desta doença  é de um cão contaminado para um sadio, pelo carrapato.  O principal vetor no Brasil é o carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). As células de defesa do organismo do cão são contaminadas pelo parasita.

Carrapato infectando cao

Quais são os tipos de carrapatos?

Existem cerca de 850 ( oitocentos e cinquenta ) tipos diferentes de carrapatos  identificados no nosso planeta, neste artigo falaremos dos principais e dos comuns. Se encontram dentro do maior filo do reino animal, Philum Arthropoda. Embora muitos acreditam que sejam insetos, na verdade, são aracnídeos sugadores de sangue. Possuem olhos simples e quatro pernas,  estando muito próximos, em semelhança, das aranhas e escorpiões.

O ciclo de vida deles divide-se em 4 estágios bem definidos: o ovo, a larva, a ninfa e a forma adulta. Independentemente do estágio em que se encontram,  podem transmitir diferentes doenças para os cães. A fêmea desse parasita coloca de 2.000 a 20.000 ovos no chão e depois morre, iniciando o ciclo novamente.

Estas pragas são indesejáveis para os animais, quanto para seres humanos. Existem muitas espécies que se dividem em duas classes, os moles e os duros.

Carrapatos do tipo mole e duro

Carrapatos moles

Estes caracterizam-se por não apresentar um escudo duro em posição dorsal e ter o hipostoma em posição ventral, não sensível na visão dorsal. São encontrados em cavernas ou ninhos. Esta espécie passa por mudanças evolutivas, em todos os estágios, inicial e adulta. Alimentam em hospedeiros diferentes, por isso são considerados de múltiplos hospedeiros. Em cada um dos hospedeiros eles ficam relativamente pouco tempo, dependendo da espécie, deixando-a retornar ao meio ambiente.
O homem é um hospedeiro acidental desse grupo de carrapatos, quando, a exemplo, entra em contato com eles em caverna.
Este grupo contém duas subfamílias:

  • Argasinae , que inclui o gênero Argas, um parasita específico de pássaros ou morcegos, embora possa ser alimentado com diferentes mamíferos. O homem é um hospedeiro acidental; sua picada é muito irritante.
  • Ornithdorinae , que inclui os gêneros Ornithodoros e Otobius . Neste caso, Ornithodoros tem atividade noturna, picando os hospedeiros disponíveis. Durante o dia, permanece protegido sob a areia, ou em rachaduras ou buracos em árvores. Otobius é um carrapato parasitário apenas em larva ou ninfa e específico para as orelhas de certos mamíferos (gatos, cães …) ou aves.

Carrapatos duros

Estes duros, os  machos e fêmeas adultos têm coloração diferente e as fêmeas se apresentam um pouco maiores que os machos. Os duros têm uma “placa” sobre as costas que é conhecida de escudo. Além de tudo, têm partes bucais visíveis quando é visto de cima. Também são chamados de Ixodidae, e possuem fases diferentes como larvas, ninfas e adultos. Tidos como perigosos, já que conseguem viver um bom tempo sem se alimentarem.

Os duros prosperam em habitats ricos em hospedeiros vertebrados, como mamíferos, lagartos e aves terrestres. Seu habitat preferido são áreas com arbustos, bosques ou ervas daninhas, especialmente florestas úmidas e áreas com vegetação na borda das florestas, ao longo de trilhas para caminhadas e em campos cobertos de ervas daninhas ou gramados.

São mais propensos a parasitar pessoas e animais do que os moles. Portanto, o tipo duro transmite muito mais doenças do que os moles. Veja as transmitidas por este grupo:

  • Doença de Lyme
  • Febre maculosa montanha rochosa
  • Tularemia
  • Febre do carrapato do Colorado
  • Erliquiose transmitida via carrapatos
  • Babesiose
  • Paralisia de carrapatos
  • STARI
  • Anaplasmose

Tipos comuns de carrapatos

  • Amblyomma : é um carrapato grande que é encontrado principalmente na América e na África. Possui 8 pernas. Nas costas,  pode apresentar desenhos diferentes em um tom mais claro que o resto do corpo. Seu ciclo de vida inicia quando um adulto desce de um hospedeiro para botar ovos no chão. Dos ovos nascerão larvas que serão instaladas em um novo hospedeiro, estas por sua vez, depois da alimentação, descerão novamente para se tornarem ninfas, que tomarão um novo hospedeiro e eventualmente descerão à terra para se tornarem adultos.
  • Boophilus : os machos desta espécie medem de 3 a 4 mm, enquanto as fêmeas podem medir de 10 a 12 mm. A aparência deste é semelhante a um feijão preto com betas branco, amarelo ou mel. Apenas um hospedeiro vive durante seu ciclo de vida, começando como larvas, que acabam se tornando totalmente formados, que continuarão a se alimentar do mesmo hospedeiro até colocar mais ovos.
  • Dermacentor: apresentam desenhos sobre as costas. Eles podem ser encontrados em todo o mundo e os machos desta espécie medem de 3 a 4 mm, enquanto as fêmeas podem medir de 10 a 12 mm. No decorrer de seu ciclo de vida, esta espécie passa por três hospedeiros, iniciando quando um adulto dilatado pelo consumo de sangue desce ao solo para botar ovos. Dos ovos nascerão larvas que procurarão e nidificarão em um novo hospedeiro enquanto extraem sangue. As larvas descem novamente quando atingem maturidade suficiente para se tornarem ninfas que procurarão um novo hospedeiro  que tenham alimentado sangue suficiente. Uma vez satisfeitas, as ninfas descem novamente à terra para se tornarem adultos que retornarão ao mesmo hospedeiro ou a um diferente daqueles previamente habitados.
  • Ixodes : este tipo em cães é o mais comum e é encontrado em todo o mundo. A fêmea tem a forma semelhante a um feijão de cor clara, enquanto o macho é menor e tem uma forma semelhante a semente de linho. Esta espécie tem idêntico ciclo de vida do Dermacentor, isto é, no período de sua vida, normalmente passará por (03) hospedeiros diferentes quando atingir seu estágio adulto.
  • Haemaphysalis : os desta espécie são comumente encontrados na Europa e na Ásia. Pequenos em tamanho, ainda em seu estágio adulto (medindo cerca de 0,5 cm). Sua estrutura física tem a forma de semente de abóbora, mas em um tom que vai do marrom ao avermelhado. Semelhante às espécies descritas acima, este carrapato passa por (03) hospedeiros durante seu ciclo de vida, mas pode ser interrompido dependendo do clima da região onde vivem. Conseguem produzir duas gerações de larvas no mesmo ano em climas quentes, mas somente uma geração quando submetidas a climas frios.
  • Hyalomma : este tipo  tem um tamanho médio, localizado na Europa e na Ásia. Esses têm partes bucais bastante proeminentes. O ciclo de vida desta espécie é semelhante aos anteriores, passa por três hospedeiros no espaço de tempo de seu desenvolvimento, mas também pode atingir o estágio adulto dentro de 1 ou 2 convidados.
  • Rhipicehpahlus : os desta espécie podem ser encontrados em todo o mundo. As fêmeas são capazes de depositar 5.000 ovos, podendo produzir 3 gerações quando estiverem em climas úmidos. Como as demais espécies, esses passam por (03) hospedeiros em seu ciclo de vida.

cao apático contaminado por Erliquiose

Quais são os sintomas da doença?

A melhor maneira do dono ser avisado que seu cão sofre de alguma doença é conhecer seus sintomas. Desta forma, você é capaz de agir rapidamente, aliviar os efeitos, evitar sintomas graves e salvar a vida do cão. Para isso deve estar sempre muito atento ao cão e comportamento dele.

Algumas das consequências comuns, temos:

  • Irritação: a picada geralmente causa coceira, o que faz com que o cão coçe regularmente. Ao fazer isso, corre-se o risco de irritar a pele e de lesões secundárias. Esta ferida causada pela picada e pelo próprio cão ao ficar coçando é suscetível à infecção.
  • Perda de sangue: todos sabem que os carrapatos se alimentam do sangue do hospedeiro (o cão, neste caso). Que pode causar fraqueza e anemia no cão.
  • Transmissão de doenças: este é o efeito mais perigoso que uma picada de carrapato é capaz de produzir.

As fases da doença do carrapato

Erliquiose Aguda

O estágio inicial, ou fase aguda, geralmente começa de uma a três semanas após a exposição à picada do carrapato. Os sintomas incluem aumento da temperatura, perda de peso, letargia, cansaço, distúrbios hemorrágicos, dificuldade respiratória, descarga ou sangramento das narinas, aumento dos gânglios linfáticos e, em alguns casos, complicações neurológicas. O período agudo geralmente dura de duas a quatro semanas. Neste ponto, os cães parecem terem se recuperado da condição.

Fase subclínica

Após a recuperação inicial do estágio agudo, esta fase surge. Nesta fase, essa doença está presente, mas não demonstra sintomas. Entretanto, em determinadas situações o cão apresenta sinais de mucosas pálidas, cegueira, perda de apetite, sangramento,  inchaço na pata. Mas, em regra os únicos sintomas clínicos que aparecerem são sangramento prolongado de cortes ou uma amostra de sangue. Exame de sangue ( feito por clínica veterinária) pode mostrar baixa contagem de número de  plaquetas ou altos níveis de globulina. Alguns cães, durante este estágio, são capazes de produzir uma resposta suficientemente grande do sistema imunológico para destruir o corpo estranho e recuperar completamente. Outros progredirão para a fase clínica. Um cão pode permanecer na fase subclínica ao longo de meses a anos antes de desenvolver ou progredir.

Fase Crônica

Progressão para a fase crônica ou clínica revela alguma série de sintomas diferentes. Conseguirá notar emagrecimento grave, disfunções oculares, complicações neurológicas, claudicação, membros inchados, depressão e sensibilidade abdominal. Pode se dizer que os sintomas desta fase se assemelham ao da fase aguda. No entanto, o sangramento se torna um grande problema, pois o organismo é incapaz de formar coágulos. O dono será capaz de notar que seu cão tem sangramento nas gengivas, hemorragias nasais ou pequenas contusões, ou tosse com sangue. Conforme ela (a doença) progride, a medula óssea falha e não e não consegue produzir células sanguíneas. Pastores alemães parecem mostrar predisposição para a progressão para a fase crônica.

Como saber se seu cachorro está com Erliquiose?

Importante dizer que determinados sintomas são bastante parecidos com inúmeras doenças. Tais como febre,  falta de apetite, apatia, falta de energia, fadigavômito, diarreia e letargia.  Não raro, então, pode-se confundir os sintomas da doença do carrapato com os da Cinomose, assim é relevante consultar um veterinário para correto diagnóstico.

Sendo constato a presença deste sugador de sangue no animal, no ato da avaliação, mediante um profissional,  isso ajuda muito para afastar dúvidas e facilitar o adequado diagnóstico. Para se conseguir mais precisão na reposta, exige-se a apuração pela verificação da bactéria em coleta de sangue, ou em esfregaço de sangue (determinadas Clínicas veterinária são capazes de  realizar este exame); ou  testes sorológicos aprimorados, em exames de laboratórios especializados. Lembrando que quanto mais rápido for diagnosticada essa doença, também melhores são possibilidades de cura e recuperação.

Então, se verificar algum destes sinais acima citados no animal junto com sintomas não listados, é bem provável que tenha contraído alguma outra das doenças transmitidas via o carrapato, citaremos abaixo as mais comuns, fique de olho!

cachorro infectado carrapato

 

Cinco doenças transmitidas por carrapatos mais comuns:

1. Anaplasmose

Os primeiros sintomas desta contaminação transmitida pela bactéria Anaplasma são temperatura aumentada, redução de apetite e vômitos constantes e diarreia . O cão que foi contaminado por está doença apresenta dor no pescoço, anemia e pode apresentar inclusive convulsões.

O veterinário deve fazer um teste para descobrir se a Anaplasmose é o que o cão tem. Se o teste é positivo e, no entanto, não tem anemia ou qualquer outro sinal, é capaz que o cão já tenha eliminado por si só as bactérias que causaram esta doença. Antibióticos só serão prescritos em quadros muito complicados e severos.

2. Babesiose

O parasita que causa esta contaminação é Babesia. Entre a exposição do cão ao carrapato e o aparecimento dos primeiros sintomas pode levar aproximadamente 2 semanas.

Os sintomas são perda da vontade de comer e de energia, fraqueza, febre e mudança de cor na urina e fezes. Em casos sérios, há significativo emagrecimento, depressão, inflamação e aumento do baço e dos gânglios linfáticos e icterícia (amarelecimento da pele devido a doenças do fígado). Isto é, no pior dos quadros, a infecção pode afetar vários órgãos, como os pulmões, os rins, o trato gastrointestinal e o sistema nervoso. Ela destrói os glóbulos vermelhos do sangue.

3. Erliquiose

O carrapato incuba a doença no verão. Mas o tempo de transmissão da erliquiose  (erlichiose) é no outono. É transmitido via sua saliva, então a simples picada é suficiente para o contágio ocorrer.

Na primeira estadia, o cão não exibe sintoma clínico. É na segunda fase quando há febre, dores nas articulações e músculos, artrite, claudicação, letargia e anorexia, dentre outras. Em alguns casos,  mucosas pálidas, arritmias e falhas renais estão sujeitas a aparecer .

A maioria dos cães elimina bactérias sem a necessidade de medicação. Esta situação ocorre porque muitos estão expostos, mas poucos estão realmente infectados. Somente em situação de extrema necessidade, o cão deve receber antibióticos.

4. Doença de Lyme

Os sintomas desta doença levam semanas ou meses para aparecer. Isso significa que é possível que o cão foi infectado e não o saiba, porque ele ainda não mostrou sinais de estar infectado. Em razão disso, é muito fundamental acompanhar os cães pelo menos duas vezes ao ano. Seria uma maneira eficiente de eliminar as bactérias antes que cão sofra dos sintomas irritantes que elas causam.

Além disso, para o cão contrair a doença, o sugador deve ser fixado ao corpo por pelo menos 18 horas. Então, basta fazer a verificação rápida após cada viagem para confirmar que ele não tem nenhum carrapato.

O sinal mais frequente é a claudicação, causada mediante inflamação das articulações. Pode ir e vir, na mesma ou em outra perna. Outros sintomas são hipertermia, letargia, diminuição da fome e inchaço dos gânglios linfáticos. Se não for detectada, esta doença pode levar a insuficiência renal ou a um agravamento com risco de morte.

5. Hepatozoonose

Esta doença geralmente está relacionada a condições de higiene precária do ambiente e estado de saúde deficiente ou sistema imunológico debilitado. Tais estados são frequentes em canis superlotados ou canis sem controle que não atendem às diretrizes de higiene e desparasitação, o que é infelizmente mais comum no Brasil. Ela é causada pela ingestão do carrapato, que é direcionado para o conjunto digestivo, afetando o fígado, os gânglios linfáticos e os ossos.

Os sintomas,  as vezes, não se manifesta ou é muito leve. Noutros podem mostrar dores musculares, pirexia, anemia, diminuição de peso e letargia. Muitos cães adotam a postura do “cão sentado”. Nos casos complicados é provável ocorrer diarreia com alterações sanguíneas e respiratórias com supuração nasal e ocular.

cachorro infestado por carrapato

 

Em todos os casos os exames com veterinários é sempre recomentado!

Paralisia por Picada de Carrapato (comparada as anteriores é das mais perigosa, pois é letal se não tratada rapidamente)

É muito importante conhecer os sintomas desta doença para intervir de forma rápida. Esta é uma doença das mais perigosas transmitidas para o cão, então cabe agir rápido.

A paralisia é transmitida através de uma neurotoxina, um líquido tóxico liberado mediante a picada de um certo tipo de carrapato feminino venenoso. O primeiro indício é fraqueza muscular.

A doença é transmitida por cerca de 40 espécies diferentes. Eles podem ser encontrados em cada parte do mundo e em toda época do ano, embora a quantidade aumente na primavera e no outono.

Causas da paralisia do carrapato

Quando faz sua picada, a neurotoxina, que está em sua saliva, entra em contato com a corrente sanguínea do cão e é liberada. É então quando afeta o sistema nervoso, causando o bloqueio da função nervosa dos músculos. No entanto, em muitas situações, esta paralisia é gradual, bem como o aparecimento de outros sintomas. O que nos dá vantagem e nos permite agir ao primeiro sinal de contágio. Noutras vezes, o cão pode mostrar os sintomas da última etapa, o que complica muito as coisas. Daí é melhor fazer verificações diárias e evitar tal situação.

Sintomas de paralisia

Os sintomas podem aparecer cinco dias após a picada. Ele causa paralisia se tiver passado mais de dois dias na estrutura física do cão. Como mencionado anteriormente, a paralisia do carrapato passa por estágios. Os sintomas podem se desenvolver em cada um deles, embora é provável que no cão apareça diretamente no terceiro estágio .

Os sintomas da fase inicial são vômito freqüente e dificuldade de locomoção devido ao enfraquecimento das patas traseiras. Uma maneira de saber se o cachorro sofre dessa fraqueza é observá-lo enquanto caminha. Se de repente você perceber que o cãozinho anda apresentando apatia, cansaço e fraqueza e o fizer repetidamente, provavelmente está neste estágio inicial.

No estágio posterior, o cão começa a sofrer tremores nas patas traseiras. Salivação excessiva e respiração ruidosa, com suspiros e grunhidos. E cães de nariz pequeno podem ter dificuldades respiratórias.

No último estágio, os problemas respiratórios pioram  então as gengivas ficam azuis e frias.  Chegou-se ao fim, aí seu o animal de estimaçaõ pode morrer.

Como remover um carrapato

Para remover um carrapato corretamente, a pinça vai ajudar bastante, e já existe no mercado pinças específicas para este fim.  É sugerido, para facilitar, a aplicação de umas gotas de vaselina ou parafina ao redor ou próximo, esfregar por um momento até que amoleça um pouco a pele, para então retirá-lo com paciência e de leve.

É bom removê-lo segurando-o com a pinça bem próximo possível da pele. É bom que seja assim, porque se puxar o corpo, a cabeça pode ficar presa na pele e causar infecções igualmente. Será mais fácil remover ele todo, se você puxar para a direção onde a cabeça está, a partir da parte de trás do carrapato, poderíamos dizer.

Como remover carrapato cachorro

Depois de o remover corretamente, tenha cuidados como usar álcool para desinfetar a área, já que há uma ferida aberta e pode haver a infecção através de um agente carrapato. Além disso, lave bastante as mãos quando terminar de usá-las.

Para matar esse sugador de sangue, em regra, não é suficiente só esmagá-lo. É preciso colocá-lo em álcool ou queimá-lo. Nunca jogue no banheiro. Esta praga não morre fácil e pode subir novamente e sair para o meio ambiente externo. Lembre-se que este sugador de sangue pode transmitir doenças para os animais e às pessoas.

https://www.youtube.com/watch?v=FQ5GG3m7g2w

Tratamento e cura – picada de carrapato

O ideal é prevenir, mas constatado a presença ou ação desta praga, a primeira coisa  se fazer é limpar a área com água morna e xampu ou sabonete de cachorro. Depois que a área é limpa, é bom que seja desinfetada. Não tampe a ferida. É melhor que fique bastante ventilada. Mas deve evitar que o cachorro dê aquela lambida, uma vez que também poderia infectá-lo. Se necessário, encontre um colar elizabetano (se quiser fazer um colar caseiro desse tipo, clique aqui e assista o vídeo, do contrário, compre em um pet shop de sua preferência).

Tratamento -cachorro infectado por carrapato

Essas feridas causam coceira muito irritante para o nosso cão. Você pode encontrar e aplicar um creme especial para cães. O aloe é útil para aliviar a coceira e regenerar a pele. Mas use apenas cremes para cães. Existem remédios de uso veterinários próprios, um bom profissional poderá indicar.

Nos dias seguintes à mordida, veja para a ferida. Se você notar inchaço, irritação ou vermelhidão, vá ao veterinário para devido diagnóstico do quadro e desta forma oferecer procedimentos, de acordo com a identificação específica do tipo de carrapato e doença contraída pelo cão.

Tratamento – Cura da Erliquiose e Babesiose

 

Destas duas forma da doença, tem-se que a Erliquiose é curável em qualquer estágio. Normalmente com uso de medicamentos, especialmente os antibióticos ( principalmente a doxiciclina). Dependendo da situação do pet, se faz importante o acréscimo com soro, e/ou transfusão de sangue .

A intervenção terapêutica poderá  durar  21 ( vinte e um dias)  caso iniciado na fase aguda;  a 8 ( oito semanas) se começado no estágio crônico. Isso dependerá do momento do diagnóstico em relação ao estágio e quadro dos sintomas do animal. O certo é que o quanto antes iniciar os tratamentos, melhor é em todos os sentidos. Nos cachorros nos estágios iniciais desta doença, verifica-se melhora clínica, logo depois de 24 a 48 horas de começar o tratamento adequado.

Já a cura da babesiose vais englobar dois pontos:  o combate ao parasita em questão, e a reparação dos problemas gerados pelo parasita, a exemplo da anemia e insuficiência renal, se for o caso.

Hoje em dia, produtos  veterinários, tais como piroplasmicidas ( babesicida ) são eficientes para eliminar o parasita. Os tratamentos em caso de complicação da doença como insuficiência renal pode ser feito de várias formas, incluíndo o procedimento de hemodiálise.

Nos casos do animal demonstrar grave complicações ( insuficiência renal e anemia aguda) o cuidado deve ser maior, pois podem levar a morte o cachorro. Desta maneira é  necessário um diagnóstico precoce, a fim de se evitar sequelas hepáticas e renais.

Como evito que meu cachorro seja picado por um carrapato?

É sempre melhor prevenir do que curar, então as dicas são:

De início é  fundamental desparasitar constantemente o habitat do cachorro,  como o próprio pet, isso vai ajudar bastante a realizar a prevenção. Tem-se que uma das formas práticas e eficiente é podar a grama do jardim, manter sempre curta, de modo a evitar que o carrapato e pulgas fiquem escondidos debaixo das folhas. Seja vigilante, observe e veja o local que ele mais frequenta ou de acesso dele. Há ainda outras maneiras eficientes para ter um bom controle, que são: o “lança chamas” também chamado de “vassoura de fogo” aplicando nas paredes, nos canis, na casinha do cachorro, no chão etc, que exterminarão os ciclos de vida desta praga, quer dizer, ovos, larvas, ninfas e adultos. Agora para desparasitar o cão, ( contra carrapatos e pulga) tem-se vários recursos, desde  banhos, coleira própria anti-parasitas, medicamentos via oral, etc. Entretanto, ainda não existe vacina que resolva de fez e erradique a doença do carrapato.

limpar e desparazitar a casinha do cão

Em razão disso, é aconselhável usar pipetas e coleiras antiparasitárias em seu cachorro. Você também pode usar um spray antiparasitário que, por sua vez, serve como um desodorante.

Ainda que se o cão use coleira e todos os métodos possíveis para prevenir pulgas e carrapatos, você precisa verificar os cantos do corpo do seu cão com regularidade, principalmente se observar mudanças do hábito dele ou sintomas como descritos acima. Lembre-se de olhar para aquelas áreas escondidas: entre os dedos, na ponta e na base da cauda, e axilas.

Como os carrapatos são parasitas que atacam os glóbulos brancos do sangue,  preferem hospedeiros mais debilitado. Boa nutrição, ótima higiene, descanso adequado e exercício diário farão do seu cão um pet forte e quase imune a esta praga.

Finalmente, é importante observar o cachorro, o comportamento dele, manter e conhecer sua rotina, suas manias, seus movimentos. Isso facilitará a detecção de toda alteração. Se você conhece a personalidade e hábitos do cão, além de acompanhamento de um médico veterinário regular, será capaz de eliminar esta praga e suas doenças antes que se desenvolvam.

E constatando qualquer sintoma, como descritos acima, como prevenção vá ao veterinário. Ele fará os testes e exames necessários para detectar a origem desses sintomas e indicará o tratamento apropriado.

https://www.youtube.com/watch?v=EL2TIIMHK6U